Buscar o equilíbrio deveria ser A meta do homem, mas em vez disso, ele busca sempre mais. Mais conforto, mais poder, mais dinheiro...mais tudo, visando a chegar à perfeição, mesmo sabendo que ela não existe. Começo a pensar que o homem também deixa de existir. Que perde o rumo, que perde o domínio de sua própria vida, caindo no vazio, no nada.
Quando isso acontece?
Quando as pessoas não se satisfazem com o que são, quando elas passam a querer o mundo, a ser o mundo.
Banalizar-se diante dos olhos atentos de uma sociedade parece ser a atitude do momento. E eu não estou falando de Reality Shows – programas ridículos que tornam as pessoas cada vez MENOS enquanto elas pensam que são MAIS. Estou falando de jovens e adultos que perderam o senso e, a cada dia, diante de câmeras - ou não - deixam à mostra suas “qualidades” doentias de bêbado, promíscuo, ladrão, assassino, corrupto, ou seja lá o que for, cada um dentro de suas “melhores” características.
Da mais alta à mais baixa sociedade, não interessa, os valores são esses – EU QUERO MAIS, EU POSSO MAIS.
Mas o que seria mesmo o equilíbrio?
Viver em família? Ser fiel? Trabalhar honestamente? Beber conscientemente? Respeitar o outro, a liberdade do outro? Ter espiritualidade? Ser gente? Ser feliz?
Será que isso ainda existe?
A maior parte das pessoas não consegue dizer que é feliz porque está insatisfeita com a vida que escolheu, pois suas buscas externas são infinitas. Mas quase ninguém para a olhar para dentro de si mesmo, não encontrando assim o grande tesouro guardado no seu EU mais íntimo: O AMOR.
O amor próprio, o amor fraterno, o amor incondicional.
O amor que equilibra O QUE EU SOU com O QUE EU QUERO.
O amor perfeito. O amor que faz feliz.
Evelize Salgado