A pariparoba é um arbusto de folhas graúdas e arredondadas que pode medir até 1,50 m de altura. Originária da mata atlântica, também é conhecida como caapeba, que quer dizer “erva amiga”, pariparoba, pariparoba-do-mato, pariparova, periparoba, capeba, caena e aguaxima. A erva é usada inteiramente desde as raízes até as folhas e frutos e é muito conhecida por suas propriedades digestivas.
Como meu marido tem uma disfunção hepática, ela se tornou sua grande aliada, inclusive, componente obrigatório em nossa bagagem de férias. Sorte a minha, que precisei fazer uma experiência que deu super certo.
No segundo dia da nossa chegada, minhas pernas foram literalmente devoradas por borrachudos, aqueles mosquitos pretos, horrorosos e ligeirinhos que não podem ver um milímetro de pele descoberta. E o pior, tenho alergia aos danados. A reação foi instantânea, as picadas incharam na hora e ardiam muito, pareciam queimadura.
Chegando ao hotel, lembrei que tinha feito um chá e resolvi colocar as folhas sobre as picadas. Que alívio!!! A ardência parou, o inchaço e a coceira diminuíram, parecia mágica.
Hoje resolvi pesquisar mais sobre a planta e fiquei surpresa com um estudo da professora Silvia Berlanga de Moraes Barros, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.
“A pariparoba sempre foi usada para o tratamento de má digestão, doenças do fígado, como icterícia, e queimaduras, através da infusão da raiz e da folha. Percebemos que ela protege a pele dos efeitos imediatos e crônicos da radiação solar, como também da diminuição da elastina e do colágeno”.
Quanta coisa há por aí que a gente não conhece. Certamente vão surgir cremes, pomadas e protetores solares a base de pariparoba.
Grande presente da natureza para nós.
Evelize Salgado