
Como estão aquelas meninas? Perguntei eu no primeiro post sobre as amigas do Colégio Santa Clara, que hoje já nem existe mais.
E a resposta é: estamos muito bem, obrigada. Era isso que cada sorriso, cada rosto dizia no exato momento do reencontro. Um abraço apertado, coração acelerado e o reconhecimento das nossas amigas de infância, adolescência, juventude. Mais que isso, o reconhecimento de uma eterna amizade.

Era como se os anos não tivessem passado. Falávamos de maridos, filhos, profissão, mas parecia que estávamos lá, nos bancos da escola, exatamente como há 35 anos atrás. Sensação estranha. Eu nunca havia passado por algo assim. Quanta emoção.
Éramos nós. As comportadas, quietinhas e obedientes, que não ousavam questionar regras, que estavam sempre com o uniforme em dia, com a matéria na ponta da língua. Éramos nós, as bagunceiras, nem tão estudiosas, nem sempre uniformizadas e seguidoras das normas rígidas impostas pela escola.
Éramos nós, as amigas de ontem, hoje e sempre.

Lembramos dos professores, das colegas que não estavam presentes. Lembramos dos passeios, das festas de 15 anos, das reuniões dançantes, da viagem de formatura - dos guris de Curitiba que cairam no meio daquela "mulherada" e das gurias que pularam a janela do hotel, à noite, para "o encontro".
Quanta doçura, quanta ingenuidade...e nos sentíamos poderosas.
Lembramos das aulas de bordado com a irmã Luiza, das aulas de violão com a irmã Janete, das de matemática com a professora Marlene (de quem todas tinham medo).
Mas mas o mais gostoso foi partilhar este momento sem igual com a professora Clélia, que nos deu a honra de sua presença. Que demonstração de carinho!!! Obrigada, Clélia!!!

Revivemos momentos lindos, nos abastecemos da mais pura energia de amor e de paz. Rimos, engasgamos, até choramos acompanhando a história da vida de cada uma contada na roda da amizade.
E agradecemos. A Deus, por cada uma de nós e pelas nossas vidas. A Denise, que nos recebeu com um enorme carinho. A Vera, que promoveu e realizou esse encontro maravilhoso, que vai ser assunto por mais 35 anos. E que também, com suas mãos de fada, representou tão bem as menininhas de saia azul-marinho e camisa branca, embaladas por um sonho: o AMOR.
Evelize Salgado









